quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Paradoxos

Tem dias em que me faço menino.

Jogado nos guetos, eu fujo correndo.

Costurando ruas sem destino.


Renuncio aquilo que prego.

E mergulho naquilo que nego.

Deixando a brisa levar o som

das palavras que balbucio.


Cercado de lembranças e segredos

que eu finjo serem só meus.

Crio sonhos, crio medos.

Desenhando nuvens nos céus.


Ouço vozes me chamando,

Mas parto sem nem olhar.

Sei que preciso perder-me,

Para um dia me encontrar.


Um comentário:

Marcelo R. Rezende disse...

Porque só que chegou à escuridão, reconhecerá a luz.